SOBREvidas: a arte que nasce da terra e fala das águas, no Bioparque pantanal

Por 20 dias, o Bioparque Pantanal vai respirar arte, ancestralidade e resistência. A exposição do módulo da Arara “SOBREvidas”, de Cello Lima, estará aberta ao público de 14 de abril a 5 de maio, revelando, por meio de pigmentos naturais e imagens de satélite, as cicatrizes e belezas de um bioma que ainda luta por existir.

O módulo pintado pelo artista Cello Lima, que é um grande símbolo da arte douradense é mais que uma pintura: é um chamado. Um apelo visual que clama por atenção às águas, às comunidades e aos ciclos naturais ameaçados pela mão das ações humanas e pelas mudanças climáticas.

“De maneira muito objetiva, eu cumpro meu papel diante da arte: atribuir voz a essas práticas pouco usuais no contexto das artes produzidas aqui no nosso estado.” afirma o Cello Lima.

A exposição é promovida pelo programa SESI PantaNOW, com apoio da empresa Farmácia Posanga e beneficia o Instituto SOS Pantanal, Instituto respeitado nacionalmente pelas suas ações em prol da preservação das nascentes na Terra Indígena Mãe Terra, em Miranda (MS).

Cello constrói sua narrativa visual com pigmentos naturais colhidos no próprio Pantanal, Caracolzinho, Bonito, Pitaputanga e Porto Murtinho e nos apresenta o ciclo da vida pantaneira em uma sequência de símbolos: a rosa dos ventos, o curso de um rio, e por fim, a figura de um animal da fauna local, surgindo da composição como um espírito que ainda resiste.

“De maneira muito objetiva, eu cumpro meu papel diante da arte: atribuir voz a essas práticas pouco usuais no contexto das artes produzidas aqui no nosso estado”, afirma Cello. Com sua paleta composta pelas cores da terra pantaneira e seu olhar treinado para os detalhes escondidos nos mapas do satélite, o artista reforça um compromisso: a arte precisa estar onde a urgência habita.

Com grande poder simbólico, a obra ganha ainda mais força ao ser exibida no Bioparque Pantanal, o maior aquário de água doce do mundo e símbolo da biodiversidade da região. É um encontro entre ciência, educação ambiental e arte, onde o visitante se torna parte da história que está sendo contada.

Ao visitar a exposição, o público também é convidado a conhecer o projeto de recuperação de três nascentes de água na comunidade Mãe Terra, iniciativa viabilizada pelo investimento social da Farmácia Posanga. A ação já beneficiou diretamente 31 pessoas da comunidade, com impacto indireto em mais 49, garantindo acesso à água potável, uma condição básica de dignidade e saúde.

O projeto está diretamente alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Atua na preservação de um patrimônio mundial (ODS 11), na construção de parcerias para implementação (ODS 17), no acesso à água e saneamento (ODS 6) e na mitigação dos impactos da crise climática (ODS 13).

“SOBREvidas” estará aberta à visitação gratuita no Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), de 14 de abril a 5 de maio de 2025. Apoie iniciativas que transformam a arte em ação e ajude a manter o Pantanal vivo — nas telas e nas margens dos rios.

Programa PantaNOW

Clube de Empresas do Bem

O valor de investimento social privado mínimo é de R$ 9.950, que já inclui a ajuda de custo ao artista, a doação mínima para gerar impacto, e a taxa de serviço do SESI-MS.